Carrega cdigo javascript
Sections
You are here: Home Clipping Abril 2007 Combate à escravidão
Document Actions

Combate à escravidão

Diário da Manhã 29 de abril de 2007

Sifaeg lança em maio plano trabalhista. A meta é prevenir e combater exploração da mão-de-obra

 
29/04/2007


Aline Tomaz Da editoria de Economia, com Agência Globo


O setor sucroalcooleiro em Goiás vai dar um passo importante para erradicar o trabalho escravo nas usinas de álcool e açúcar, considerado um dos maiores problemas da expansão do cultivo da cana-de-açúcar, para a produção do etanol no Brasil. Segundo o presidente do Sindicato da Indústria de Fabricação de Álcool de Goiás (Sifaeg), Igor Montenegro, a partir de maio o sindicato, em parceria com as empresas do setor, vai desenvolver um plano de sustentabilidade trabalhista e ambiental. Para isso, serão montadas duas equipes multidisciplinares, que visitarão as empresas. As ações serão iniciadas no próximo mês por se tratar da fase mais movimentada da safra.


O plano prevê a fiscalização nas indústrias goianas, para verificar as condições de trabalho e orientar os donos de usinas quanto à legislação trabalhista, medicina do trabalho e engenharia de segurança no trabalho. "Nós queremos coibir o trabalho escravo e mesmo as condições precárias em que os empregados das usinas ficam sujeitos", afirma Igor Montenegro. Segundo o presidente do Sifaeg, o Estado vai se tornar referência nacional no respeito aos trabalhadores. "Nós já cumprimos rigorosamente a legislação trabalhista e as normas do Ministério Público do Trabalho", afirma.


O plano tem como objetivo implantar uma espécie de auto-gestão nessas empresas, para que elas, de fato, sigam à risca todas as determinações legais. "Será um trabalho de curto e médio prazo, pois estamos contratando duas equipes multidisciplinares que vão percorrer as indústrias fazendo um tipo de auditoria", frisa Igor. O sindicato também apóia as ações fiscalizadoras do poder público. "É interesse nosso que não haja nenhum tipo de problema nesse sentido. Queremos nos tornar modelo", almeja.


Obstáculos - Apesar dos esforços, Goiás conta com problemas como foi constatado por fiscais do Ministério do Trabalho e Emprego, em meados de abril. Na ocasião, foram libertos 68 trabalhadores, empregados de usina de açúcar e álcool em Itarumã, a 366 quilômetros de Goiânia. Eles trabalhavam em condições precárias, com alojamentos impróprios, banheiros sem teto e chuveiro com água fria. Os trabalhadores rurais dormiam em colchões e ainda ingeriam água imprópria para o consumo humano. A situação verificada em Itarumã faz parte de uma pesquisa divulgada pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), no final do mês de março deste ano (ver box).


Entretanto, conforme Montenegro, na maioria das usinas goianas as condições são diferentes. "Os trabalhadores canavieiros recebem água gelada no campo, além de contar com toldos e mesas para que as refeições sejam feitas à sombra, banheiros químicos nos locais de trabalho e alojamento condizente com as necessidades para os empregados que se deslocam de outros Estados e municípios para trabalhar nas lavouras de cana", expõe Igor Montenegro.


Personal tools

This site conforms to the following standards: